a espreitar, em português:
* a edição de hoje do público, em pdf.
* o vamos brincar, um blogue feito por mães conhecidas, cheio de surpresas e dicas para passar o tempo com os mais pequenos.
* BragaFreecycle: numa descrição curta, é um grupo para quem vive em braga e arredores, e está interessado em oferecer ou trocar artigos que tem em casa, e que de outro modo vão parar ao lixo. mais detalhes ficam para um post maior.
strawberry cuppycakes
hello, world.

the exam season is now over and i can start to breathe again. i feel like this little fellow on the beach, with the wind blowing on my scarf and the feeling of freedom that comes with it.
it’s time to catch up with the world, with my emails, with the feeds left unread, with all the letters and postcards long overdue, with the half-finished projects, with friends and hugs, with what’s left of winter… i’m happy!
porque sim.
há várias coisas que me “arranham”, neste referendo sobre a despenalização do aborto. o post é grande, aviso. vamos por partes.
* do princípio: nenhum contraceptivo é perfeito. a taxa típica de “falha” de quem toma a pílula, por exemplo, é de 5%, e no caso do preservativo (masculino), pode ir até aos 15%. (da wikipedia)
no caso da pílula, isso quer dizer que 1 em cada 20 vezes podem resultar em gravidez.
nem toda a gente engravida por desconhecimento, estupidez. há acidentes e acidentes.
* mais: eu não fumo, não bebo álcool, ainda não pago impostos, mas hei-de pagar em breve.
com o dinheiro dos meus impostos, o estado há-de tratar pessoas que fumaram a vida toda e ganharam com isso um cancro do pulmão. ou financiar estádios de futebol que eu não pedi.
peguemos no caso dos fumadores, já que o acto de fumar é uma escolha consciente e pessoal, que os afecta a eles, e aos fumadores passivos que os rodeiam.
eu pergunto, porque é que está tanta gente preocupada com o dinheiro que o estado vai gastar a fazer abortos, quando tanto se gasta com a curar os fumadores doentes? será que a solução para acabar com o fumo e o tabaco é mandar para a prisão quem aparecer no hospital com um cancro do pulmão…?
* as crianças têm o direito de ser desejadas. é o que mais me angustia, de todas as razões que se esgrimem, o querer que se criem pais por acidente, ou contra vontade, ou fazer crer que toda a gente pode ser mãe/pai. não pode, não devia! uma criança merece o melhor, merece que os pais estejam psicologicamente, emocionalmente, financeiramente preparados para acompanhar o seu crescimento. precisa de estabilidade, precisa de um lar. precisa de responsabilidade, segurança.
não se nasce e “depois logo se vê”.
* e as mulheres que já têm filhos, as mães que engravidam novamente e não se sentem capazes de criar mais um(a)? saberá alguém melhor do que uma mãe ou um pai o que é preciso para educar uma criança?
com que moral as deixamos fazer abortos à mercê de parteiras “habilidosas”, de comprimidos para as úlceras, de perfurações do útero e afins? deixamos que uma mãe morra e deixe filhos órfãos, que uma família se desintegre, para proteger um feto de 10 semanas?
* a propósito, “O feto de 10 semanas não tem dor, não tem vontade, não tem vigília, não tem consciência. As primeiras ligações ao córtex cerebral em formação, acontecem entre as 23 e as 30 semanas. Mas anatomia é diferente de função. A evidência mais precoce de actividade cortical é entre as 29 e as 30 semanas.” (daqui)
*
“A Organização Mundial de Saúde defende que: “Os governos têm de avaliar o impacto dos abortos inseguros, reduzir a necessidade de abortar e proporcionar serviços de planeamento familiar alargados e de qualidade, deverão enquadrar as leis e políticas sobre o aborto tendo por base um compromisso com a saúde das mulheres e com o seu bem-estar e não com base nos códigos criminais e em medidas punitivas. (…) As mulheres que desejam por termo à gravidez deverão ter um pronto acesso a informação fidedigna, aconselhamento não-directivo e em paralelo, devem ser prestados serviços para a prevenção de uma gravidez indesejada assim como a resolução e reposta face a possíveis complicações” (a partir de: Unsafe abortion: Global and regional estimates incidence of a mortality due to unsafe abortion with a listing of available country data – Third edition, 1997 – Ref. WHO/RHT/MSM/97.16)”, daqui.
* e por último: ninguém defende o aborto, não é isso que portugal vai votar no domingo.
a pergunta é, se uma mulher decide interromper a gravidez, qual é a resposta que este país tem para ela?
uma visita a espanha, ou a insegurança e as complicações de um aborto feito em casa e uma estadia na prisão. a discriminação, a humilhação, o marginalizar, a clandestinidade e o apontar do dedo.
em vez do acompanhamento médico e psicológico na sua decisão.
* pronto: eu voto sim. já chega.
floating like a cannonball
i feel like i haven’t been such a good blogger, lately.
all the exams, the overwhelming happiness of having p. around again and the re-adjusting to him actually being here, on this timezone. i think to myself all the time: “we made it”. yes, we did. all these months apart, we’ve more or less patiently hanged on to each other and now, well, i guess we’re sort-of emotionally recovering and packing for the next adventure. together.
which is why i need to get blogging again – i don’t want to miss on the details, one day.
other things i’ve been meaning to blog about:
* my wists. i found wists through rosa, and i liked the concept very much: a universal wishlist, that tracks all the pretty things you love. it saves a link to that webpage and you chose a photo of the product to go with it, so that you can show the item to other people. it’s simple and very nicely done.
* contagious magazine (in pdf), the most contagious ideas of 2006.
